quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ética


Nossa sociedade vive na atualidade uma redescoberta da ética. Há exigências de valores morais em todas as instâncias sociais, sejam elas cientificas, políticas, ou econômicas. Certamente essa situação não se dá por acaso; basta observarmos que ela surge no mesmo momento em que a sociedade passa por uma grave crise de valores identificada pelo senso comum como falta de respeito pelos outros e de limites, além da dificuldade de internalizarem normas morais, respeito ‘as leis e regras sociais.
São valores e normas que regulam a sociabilidade, ou seja-a convivência dos homens em sociedade.
O homem é um ser social, pois vive em sociedade.

O que é sociedade
Sociedade é a reunião de seres que vivem em grupo. Num sentido mais restrito, sociedade é o conj. De pessoas que vivem em determinada faixa de tempo e espaço — seguindo normas, valores e leis comuns a consciência d que esta Inserido.
Se vivermos em sociedade encontramos normas regras, leis, valores e modos de relacionamento, que um dia alguém estabeleceu com objetivo de sociabilizar a conduta humana, para viver dentro de uma ordem humana padronizada conforme a época existencial, seja no trabalho, na família ou entre amigos.
E, depois de inventada uma certa ordem, reconhecida como justa e verdadeira para uma determinada época, são os homens que julgam seus próprios comportamentos — e o do outro -, avaliam se estão de acordo ou contra o que está estabelecido.
Existe um julgamento do comportamento humano através das leis jurídicas,que possui um caráter objetivo ou positivo diante da perturbação da ordem social, determinando o tipo de punição cabível ao fato em si. Estamos falando do Campo do Direito, que às vezes não estamos de acordo, sendo impostas pelo Estado.
Uma outra forma de julgamento do comportamento humano é de ordem subjetiva o indivíduo atribuindo valores aos atos humanos diante de determinada situação.

CONCEITUAÇÃO DA ÉTICA -EMPRESA
Ética é uma tentativa de separar o certo do errado; um estudo dos juízos para apreciar a conduta humana do ponto de vista do bem e do mal.
Na vida cotidiana nos deparamos com uma infinidade de problemas como os seguintes:
1. Devo avisar ao meu chefe que seu subordinado, meu amigo, usa o tempo do expediente para vender trabalhos artesanais aos colegas?
2. Devo dizer sempre a verdade? Há ocasiões em que é preferível mentir? Quais?
3. Tenho o direito de atirar num suspeito que se aproxima de mim à noite em lugar perigoso antes de ser agredido?
4. Devo cumprir uma ordem que não me parece eticamente correta, ou é preferível arriscar meu conceito na empresa, ou mesmo meu emprego?
5. Posso usar no meu produto matérias primas de baixa qualidade, com a finalidade de baixar o custo, quando o risco de ser descoberto é remoto e os malefícios aos consumidores pequenos?
6. Posso usar o tempo de expediente na empresa numa situação de emergência para obter ganhos monetários adicionais?
7. Devo avisar ao chefe que meu colega e amigo não é competente ou “não veste a camisa” da empresa?
8. Posso empregar um amigo na empresa, mesmo sendo ele competente, mas não o mais competente para a posição?
9. Posso dar prioridade a investimentos na qualidade do produto em detrimento de investimentos na segurança dos empregados?
10. Posso usar software pirata?
11. Posso vender sem nota fiscal para assegurar a sobrevivência da empresa e o emprego de pessoas que me são leais?
12. Posso vender sem nota fiscal para aumentar meus lucros, meus investimentos e criar novos empregos?
13. Posso comprar sem nota fiscal para conseguir um abatimento no preço do produto?
14. Posso promover um subordinado competente, embora não o mais competente para a posição em tela porque ele me é leal? Porque é meu amigo?
15. Posso distorcer um pouco a verdade para vender um produto quando os danos para o comprador são muito pequenos?
16. Posso usar na empresa que me emprega atualmente informações confidenciais que aprendi em emprego anterior e em relação aos quais não firmei nenhum compromisso de não utilizar em outra organização? Em que condições?
17. Posso usar na empresa que me emprega atualmente informações confidenciais que aprendi num emprego anterior se isto for indispensável para a manutenção do meu emprego?
18. Posso comprar num camelô, que visivelmente não está registrado e não paga imposto, a fim de obter um preço mais baixo?
19. Posso comprar num camelô, que visivelmente não está registrado e não paga imposto, para conseguir um produto de que necessito e não posso obtê-lo de outra forma?
20. Posso avançar o sinal vermelho à noite, em lugar perigoso, quando não vem nenhum carro na outra direção, mesmo que não haja sinal visível de perigo?
21. Posso avançar o sinal vermelho de dia, em lugar pouco perigoso, quando não vem nenhum carro na outra direção e não há pedestres querendo atravessar a rua?
22. Posso fazer campanha eleitoral por um amigo, que não parece ser bom candidato, mas vai me favorecer, embora respeitando a legislação?
Todas essas situações são eminentemente práticas e caracterizam problemas que não afetam apenas a pessoa que as analisa. As respostas não são simples e, quase sempre, envolvem muitas variáveis e não apenas as que estão explicitadas na questão. Existem situações ambíguas de julgamento difícil. Nesses casos, as pessoas têm necessidade de recorrer a princípios e normas que orientem suas ações. Casos semelhantes podem ter soluções diferentes, dependendo das variáveis envolvidas.

“Em situações como estas, os indivíduos se defrontam com a necessidade de pautar seu comportamento por normas que se julgam apropriadas para definir ações mais dignas de serem cumpridas. Estas normas são aceitas intimamente e reconhecidas como obrigatórias: de acordo com elas, os indivíduos compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Nestes casos, dizemos que o homem age moralmente e que neste seu comportamento se evidenciam vários traços característicos que o diferenciam de outras formas de conduta humana. Sobre este comportamento, que é o resultado de uma decisão refletida e, por isto, não puramente espontânea ou natural, as outras pessoas julgam, de acordo também com normas estabelecidas, e formulam juízos a respeito da pessoa que agiu desta ou daquela forma”.
Nenhuma sociedade pode sobreviver e progredir sem um conjunto de princípios e normas que defina o tipo de comportamento socialmente aceito como ético.

2 comentários:

  1. Ótimo saber de tudo isso, e observar se nossas ações estão ou não se baseando na Ética!

    Lembrem-se: " Pequenas ações realizadas em conjunto geram grandes mudanças!"

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  2. É importante respeitar tanto a nossa liberdade quanto os nossos limites.

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