Segundo Fayol a Administração é uma função distinta das outras funções, como finanças, produção e distribuição, e o trabalho do gerente está distinto das operações técnicas das empresas. Com essa distinção Fayol contribuiu para que se torne mais nítido o papel dos executivos. Identificou catorze princípios que devem ser seguidos para que a Administração seja eficaz. Esses princípios se tornaram uma espécie de prescrição administrativa universal, que segundo Fayol devem ser aplicadas de modo flexível. Os quatorze princípios são:
1. Divisão do Trabalho: dividir o trabalho em tarefas especializadas e destinar responsabilidades a indivíduos específicos;
2. Autoridade e Responsabilidade: a autoridade sendo o poder de dar ordens e no poder de se fazer obedecer. Estatutária ( normas legais) e Pessoal (projeção das qualidades do chefe). Responsabilidade resumindo na obrigação de prestar contas, ambas sendo delegadas mutuamente;
3. Disciplina: tornar as expectativas claras e punir as violações;
4. Unidade de Comando: cada agente, para cada ação só deve receber ordens, ou seja, se reportar à um único chefe/gerente;
5. Unidade de Direção: os esforços dos empregados devem centra-se no atingimento dos objetivos organizacionais;
6. Subordinação: prevalência dos interesses gerais da organização;
7. Remuneração do pessoal: sistematicamente recompensar os esforços que sustentam a direção da organização. Deve ser justa, evitando-se a exploração;
8. Centralização: um único núcleo de comando centralizado, atuando de forma similar ao cérebro, que comanda o organismo. Considera que centralizar é aumentar a importância da carga de trabalho do chefe e que descentralizar é distribuir de forma mais homogênea as atribuições e tarefas;
9. Hierarquia: cadeia de comando (cadeia escalar). Também recomendava uma comunicação horizontal embrião do mecanismo de coordenação);
10. Ordem: ordenar as tarefas e os materiais para que possam auxiliar a direção da organização.
11. Equidade: disciplina e ordem juntas melhoram o comportamento dos empregados.
12. Estabilidade do Pessoal: promover a lealdade e a longevidade do empregado. Segurança no emprego, as organizações devem buscar reter seus funcionários, evitando o prejuízo/custos decorrente de novos processos de seleção, treinamento e adaptações;
13. Iniciativa: estimular em seus liderados a inciativa para solução dos problemas que se apresentem.Cita Fayol: " o chefe deve saber sacrificar algumas vezes o seu amor próprio, para dar satisfações desta natureza a seus subordinados";
14. Espírito de Equipe (União): cultiva o espírito de corpo, a harmonia e o entendimento entre os membros de uma organização. Consciência da identidade de objetivos e esforços. Destinos interligados.
Postado por: Rivka
domingo, 31 de janeiro de 2010
Frases de Henry Ford
“O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência.”
“Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência.”
“Não é o empregador quem paga os salários, mas o cliente.”
“O passado serve para evidenciar as nossas falhas e dar-nos indicações para o progresso do futuro.”
“Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam!”
"Há dois tipos de pessoas que não interessam à uma boa empresa: as que não fazem o que se manda e as que só fazem o que se manda."
"Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia seus olhos de sua meta."
"O insucesso é a oportunidade de começar novamente mais inteligentemente."
Postado por: Rivka
“Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência.”
“Não é o empregador quem paga os salários, mas o cliente.”
“O passado serve para evidenciar as nossas falhas e dar-nos indicações para o progresso do futuro.”
“Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam!”
"Há dois tipos de pessoas que não interessam à uma boa empresa: as que não fazem o que se manda e as que só fazem o que se manda."
"Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia seus olhos de sua meta."
"O insucesso é a oportunidade de começar novamente mais inteligentemente."
Postado por: Rivka
O Empreendedor
Característica de um bom empreendedor:
Confiança: Mesmo diante de situações adversas, como conflitos ou novos desafios, mantém o equilíbrio e a confiança;
Persistência: Acredita no seu trabalho e corre em busca do sucesso, nem que para isso tenha que mudar de estratégia;
Dinamismo: Está sempre buscando novas oportunidades e apresentando soluções inovadoras;
Flexibilidade: Revê os planos de acordo com as circunstâncias e está sempre atento às mudanças internas e externas;
Criatividade: Busca superar as expectativas, agradando aos outros e a si mesmo. Utiliza para isso soluções aplicáveis e criativas;
Capacidade para assumir riscos: Encara os desafios e riscos com responsabilidade;
Liderança: Sabe como influenciar pessoas, de modo que possam atingir os objetivos propostos;
Motivação: Está disposto a aprender e faz com que os outros também estejam.
Dentre as diversas características apresentadas, ressaltamos a motivação. São vários os motivos que levam as pessoas a se tornarem empreendedoras, por exemplo, a necessidade de realizar-se profissionalmente ou de obter reconhecimento, maior ganho, implantação de idéias, etc.
O importante é manter sempre o espírito empreendedor. A certeza que temos é de que este é o perfil mais procurado e desejado pelas empresas. Pense nisso!
Postado por: Rivka
Confiança: Mesmo diante de situações adversas, como conflitos ou novos desafios, mantém o equilíbrio e a confiança;
Persistência: Acredita no seu trabalho e corre em busca do sucesso, nem que para isso tenha que mudar de estratégia;
Dinamismo: Está sempre buscando novas oportunidades e apresentando soluções inovadoras;
Flexibilidade: Revê os planos de acordo com as circunstâncias e está sempre atento às mudanças internas e externas;
Criatividade: Busca superar as expectativas, agradando aos outros e a si mesmo. Utiliza para isso soluções aplicáveis e criativas;
Capacidade para assumir riscos: Encara os desafios e riscos com responsabilidade;
Liderança: Sabe como influenciar pessoas, de modo que possam atingir os objetivos propostos;
Motivação: Está disposto a aprender e faz com que os outros também estejam.
Dentre as diversas características apresentadas, ressaltamos a motivação. São vários os motivos que levam as pessoas a se tornarem empreendedoras, por exemplo, a necessidade de realizar-se profissionalmente ou de obter reconhecimento, maior ganho, implantação de idéias, etc.
O importante é manter sempre o espírito empreendedor. A certeza que temos é de que este é o perfil mais procurado e desejado pelas empresas. Pense nisso!
Postado por: Rivka
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Tribos Urbanas
Tribo jovem ou tribo urbana é o nome dado a um grupo de pessoas com hábitos, valores culturais, estilos musicais e/ou ideologias políticas semelhantes.
Algumas tribos são alternativas à ordem social baseada na organização familiar, outras são apenas nomes genéricos dados a determinados grupos de pessoas.
Tribos jovens são mais comuns em grandes metrópoles, por esse motivo são chamadas de tribos urbanas.
Todos os movimentos de contracultura são tribos urbanas, porém, nem todas as tribos urbanas são movimentos de contracultura.
Uma tribo jovem não é determinada por sua ideologia política, pois, nesse caso, o movimento hippie e o movimento punk seriam iguais.
Apesar de ambos serem movimentos anarquistas, as atitudes dos hippies e dos punks são muito diferentes.
Na pré-história, os grupos humanóides se fortaleciam por interesses em comum e genomas em comum, e hoje isto se repete com um certo grau de relevância, o que é bastante interessante, visto que as subespécies humanas tendem a se aglomerar nas cidades e abandonar culturas instintivas - o que tem se provado falso na prática principalmente graças ao advento da internet.
(Zarife)
Algumas tribos são alternativas à ordem social baseada na organização familiar, outras são apenas nomes genéricos dados a determinados grupos de pessoas.
Tribos jovens são mais comuns em grandes metrópoles, por esse motivo são chamadas de tribos urbanas.
Todos os movimentos de contracultura são tribos urbanas, porém, nem todas as tribos urbanas são movimentos de contracultura.
Uma tribo jovem não é determinada por sua ideologia política, pois, nesse caso, o movimento hippie e o movimento punk seriam iguais.
Apesar de ambos serem movimentos anarquistas, as atitudes dos hippies e dos punks são muito diferentes.
Na pré-história, os grupos humanóides se fortaleciam por interesses em comum e genomas em comum, e hoje isto se repete com um certo grau de relevância, o que é bastante interessante, visto que as subespécies humanas tendem a se aglomerar nas cidades e abandonar culturas instintivas - o que tem se provado falso na prática principalmente graças ao advento da internet.
(Zarife)
Os Hippies
Hippies
A palavra hippie deriva do termo hipster, que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra.
O termo hippie foi utilizado pela primeira vez num artigo do jornalista Michael Smith, num jornal de São Francisco.
Nos princípios da década de 60, os jovens passaram a ser mais críticos e contestadores. Estes queriam modificar a sociedade e tornar o mundo num sítio baseado no amor, na arte e na paz. Tinham como propósito acabar com a pobreza, com o racismo, denunciar a poluição atmosférica e libertar-se da inveja e da impureza.
Este movimento iniciou-se na cidade de São Francisco e cedo se espalhou pelos Estados Unidos. Em Janeiro de 1967, os hippies convocaram uma “reunião de tribos” no Golden Gate Park, a qual que teve a presença de 20 mil jovens a cantar e a dançar repletos de flores. Esta comunidade defendia o amor livre e a não-violência sendo grande parte dos seus membros, soldados que haviam participado na guerra do Vietname.
Foram 100 mil, os Hippies que invadiram a cidade em Junho, para o denominado Verão do Amor. Da noite para o dia, São Francisco ganhou a fama de capital mundial dos hippies, o que acabou por atrair diversos turistas. Devido à exploração turística a que ficaram sujeitos, muitos hippies deixaram São Francisco e foram viver para comunidades rurais.
Texto de: Paulo Anderson
A palavra hippie deriva do termo hipster, que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra.
O termo hippie foi utilizado pela primeira vez num artigo do jornalista Michael Smith, num jornal de São Francisco.
Nos princípios da década de 60, os jovens passaram a ser mais críticos e contestadores. Estes queriam modificar a sociedade e tornar o mundo num sítio baseado no amor, na arte e na paz. Tinham como propósito acabar com a pobreza, com o racismo, denunciar a poluição atmosférica e libertar-se da inveja e da impureza.
Este movimento iniciou-se na cidade de São Francisco e cedo se espalhou pelos Estados Unidos. Em Janeiro de 1967, os hippies convocaram uma “reunião de tribos” no Golden Gate Park, a qual que teve a presença de 20 mil jovens a cantar e a dançar repletos de flores. Esta comunidade defendia o amor livre e a não-violência sendo grande parte dos seus membros, soldados que haviam participado na guerra do Vietname.
Foram 100 mil, os Hippies que invadiram a cidade em Junho, para o denominado Verão do Amor. Da noite para o dia, São Francisco ganhou a fama de capital mundial dos hippies, o que acabou por atrair diversos turistas. Devido à exploração turística a que ficaram sujeitos, muitos hippies deixaram São Francisco e foram viver para comunidades rurais.
Texto de: Paulo Anderson
10 Razões para se iniciar o Marketing Pessoal
Marketing Pessoal
A necessidade da gestão de carreira e da implantação de um plano de marketing pessoal está se tornando uma unanimidade. A maioria dos profissionais que temos conversado, sejam professores universitários, executivos ou empresários, concorda com a importância de se ter um plano de marketing pessoal para gerir suas carreiras. No entanto, apesar disto, poucos são aqueles que realmente conseguem transformar esta convicção em uma atitude prática.
Em função da falta de ação de muitos profissionais, resolvemos apresentar uma série de dez razões, todas importantíssimas, para motivar aqueles que ainda não resolveram desenvolver seu plano de marketing pessoal a fazê-lo agora. Já foi dada a largada para a corrida pelas melhores oportunidades de mercado, e quem não se antecipar acabará ficando para trás. Vamos às razões:
Razão 1 - um plano de marketing é como uma “receita de bolo” que pode ser elaborado em poucos dias, e seu conteúdo, na maioria das vezes, é formado por idéias práticas e de fácil aplicação, portanto, comece agora!
Razão 2 – o tempo corre contra você, quanto mais rápido implantar seu plano de marketing, mais rápido serão os resultados para sua carreira. O que está esperando?
Razão 3 – provavelmente você já tem inúmeros concorrentes promovendo suas respectivas carreiras no mercado, e você está ficando para trás. Não espere mais!
Razão 4 – marketing pessoal é um hábito, e você precisará de tempo para se habituar com esta nova maneira de agir em sua vida, portanto, corra!
Razão 5 – marketing pessoal cria novas oportunidades de negócios, e novas oportunidades de negócios, geralmente, significam mais dinheiro. Então aja agora!
Razão 6 – um plano de marketing pessoal pressupõe que você conquistará outros ciclos de amizade, isto certamente dará uma nova perspectiva de prazer e satisfação a sua vida pessoal e profissional. Mexa-se!
Razão 7 – o plano de marketing pessoal traz reconhecimento social pelos anos de esforços, estudos e trabalho. O que está esperando, ande!
Razão 8 – maior status social é o que obterá com o sucesso profissional conseguido através de seu plano de marketing pessoal. Vá em frente!
Razão 9 – a realização de seus sonhos de consumo, de seus sonhos de viagem e de muitos outros sonhos, poderá ser conquistada através do sucesso obtido com o marketing pessoal. Apresse-se!
Razão 10 – a realização profissional traz uma sensação superior de satisfação. É como conquistar o cume do Everest, algo inexplicável. Porque você não tenta iniciar agora o seu desafio pessoal? Mas é preciso dar o primeiro passo. Aja agora!
Texto de: Paulo Anderson
A necessidade da gestão de carreira e da implantação de um plano de marketing pessoal está se tornando uma unanimidade. A maioria dos profissionais que temos conversado, sejam professores universitários, executivos ou empresários, concorda com a importância de se ter um plano de marketing pessoal para gerir suas carreiras. No entanto, apesar disto, poucos são aqueles que realmente conseguem transformar esta convicção em uma atitude prática.
Em função da falta de ação de muitos profissionais, resolvemos apresentar uma série de dez razões, todas importantíssimas, para motivar aqueles que ainda não resolveram desenvolver seu plano de marketing pessoal a fazê-lo agora. Já foi dada a largada para a corrida pelas melhores oportunidades de mercado, e quem não se antecipar acabará ficando para trás. Vamos às razões:
Razão 1 - um plano de marketing é como uma “receita de bolo” que pode ser elaborado em poucos dias, e seu conteúdo, na maioria das vezes, é formado por idéias práticas e de fácil aplicação, portanto, comece agora!
Razão 2 – o tempo corre contra você, quanto mais rápido implantar seu plano de marketing, mais rápido serão os resultados para sua carreira. O que está esperando?
Razão 3 – provavelmente você já tem inúmeros concorrentes promovendo suas respectivas carreiras no mercado, e você está ficando para trás. Não espere mais!
Razão 4 – marketing pessoal é um hábito, e você precisará de tempo para se habituar com esta nova maneira de agir em sua vida, portanto, corra!
Razão 5 – marketing pessoal cria novas oportunidades de negócios, e novas oportunidades de negócios, geralmente, significam mais dinheiro. Então aja agora!
Razão 6 – um plano de marketing pessoal pressupõe que você conquistará outros ciclos de amizade, isto certamente dará uma nova perspectiva de prazer e satisfação a sua vida pessoal e profissional. Mexa-se!
Razão 7 – o plano de marketing pessoal traz reconhecimento social pelos anos de esforços, estudos e trabalho. O que está esperando, ande!
Razão 8 – maior status social é o que obterá com o sucesso profissional conseguido através de seu plano de marketing pessoal. Vá em frente!
Razão 9 – a realização de seus sonhos de consumo, de seus sonhos de viagem e de muitos outros sonhos, poderá ser conquistada através do sucesso obtido com o marketing pessoal. Apresse-se!
Razão 10 – a realização profissional traz uma sensação superior de satisfação. É como conquistar o cume do Everest, algo inexplicável. Porque você não tenta iniciar agora o seu desafio pessoal? Mas é preciso dar o primeiro passo. Aja agora!
Texto de: Paulo Anderson
sábado, 16 de janeiro de 2010
Alunos queridos..
Boa leitura e bom final de semana!
Os textos sobre as regiões do Brasil são para o trabalho de dramatização no auditório na terça-feira, dia 19/01/10.
Prof. Érika.
Os textos sobre as regiões do Brasil são para o trabalho de dramatização no auditório na terça-feira, dia 19/01/10.
Prof. Érika.
CEM ERROS (3) - Comunicação VI
65 – Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
66 – "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
67 – Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68 – Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quando equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69 – Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
70 – Vou sair "essa" noite. É este que designa o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 21).
71 – A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
72 – A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73 – Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74 – Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75 – Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76 – Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe" etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse etc.
77 – Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja" etc.
78 – Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê" etc.
79 – Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80 – O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81 – A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
82 – Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83 – Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço etc.
84 – "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85 – A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86 – Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87 – O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88 – Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89 – "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
90 – A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso: A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
91 – O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92 – "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93 – A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu etc.
94 – É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
95 – Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
96 – Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97 – A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
98 – "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
99 – Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100 – "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
Prof. Érika.
66 – "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.
67 – Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.
68 – Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quando equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.
69 – Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").
70 – Vou sair "essa" noite. É este que designa o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 21).
71 – A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
72 – A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.
73 – Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.
74 – Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.
75 – Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.
76 – Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe" etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse etc.
77 – Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja" etc.
78 – Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê" etc.
79 – Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.
80 – O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.
81 – A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
82 – Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.
83 – Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço etc.
84 – "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.
85 – A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).
86 – Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).
87 – O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.
88 – Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.
89 – "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).
90 – A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso: A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").
91 – O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.
92 – "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
93 – A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu etc.
94 – É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...
95 – Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").
96 – Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.
97 – A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.
98 – "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
99 – Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.
100 – "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.
Prof. Érika.
CEM ERROS (2) - Comunicação VI
31 – O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).
32 – Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33 – "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigado por tudo.
34 – O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser etc.
35 – Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36 – "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37 – A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38 – A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39 – Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40 – Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
41 – Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42 – "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43 – Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44 – Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45 – Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46 – Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega etc. O sinal aparece, porém, em mão-deobra, matéria-prima, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo etc.
47 – Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48 – O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
49 – As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
50 – Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
51 – Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52 – Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53 – A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
54 – Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55 – Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56 – Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57 – O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58 – À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59 – Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60 – Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61 – A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
62 – Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a etc.
63 – Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
32 – Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
33 – "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigado por tudo.
34 – O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser etc.
35 – Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.
36 – "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.
37 – A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.
38 – A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.
39 – Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
40 – Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.
41 – Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.
42 – "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.
43 – Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.
44 – Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
45 – Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
46 – Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega etc. O sinal aparece, porém, em mão-deobra, matéria-prima, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo etc.
47 – Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.
48 – O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.
49 – As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
50 – Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").
51 – Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
52 – Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.
53 – A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.
54 – Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.
55 – Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.
56 – Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.
57 – O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
58 – À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.
59 – Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).
60 – Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
61 – A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)
62 – Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a etc.
63 – Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.
continua...
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CEM ERROS MAIS COMUNS DA LÍNGUA PORTUGUESA - Comunicação VI
CEM ERROS
1 – "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem, e mau a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, malintencionado, mau jeito, mal-estar.
2 – "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
3 – "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
4 – "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.
5 – Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
6 – Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. /Entre eles e ti.
7 – "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dezanos ou dez anos atrás.
8 – "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou parafora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
9 – "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10 – "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11 – Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12 – Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13 – O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14 – Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
15 – Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16 – Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17 – Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18 – "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19 – "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20 – Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
21 – Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22 – Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23 – Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24 – O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25 – A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26 – Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal etc.
27 – "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28 – Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
29 – A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
30 – Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
continua...
Prof. Érika.
1 – "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem, e mau a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, malintencionado, mau jeito, mal-estar.
2 – "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
3 – "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.
4 – "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.
5 – Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.
6 – Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. /Entre eles e ti.
7 – "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dezanos ou dez anos atrás.
8 – "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou parafora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
9 – "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.
10 – "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.
11 – Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
12 – Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.
13 – O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.
14 – Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
15 – Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.
16 – Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.
17 – Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.
18 – "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.
19 – "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.
20 – Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
21 – Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.
22 – Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.
23 – Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
24 – O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
25 – A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.
26 – Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal etc.
27 – "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.
28 – Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.
29 – A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.
30 – Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.
continua...
Prof. Érika.
Nova ortografia da língua portuguesa entrou em vigor em 2009 - Comunicação VI
As regras ortográficas que constam no acordo serão obrigatórias inicialmente em documentos dos governos. Nas escolas, o prazo será maior, devido ao cronograma de compras de livros didáticos pelo Ministério da Educação.As mudanças mais significativas alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema e sistematiza a utilização do hífen. No Brasil, as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual é de 1,6%. No Brasil, o acordo – firmado em 1990 – foi aprovado pelo Congresso em 1995.
Agora, a implementação definitiva depende apenas de um decreto do presidente Lula, ainda sem data para ocorrer.
Mesmo assim, o MEC (Ministério da Educação) já iniciou o processo de adoção da nova ortografia. Entre 2010 e 2012 é o período de transição estipulado pela pasta para a nova ortografia passar a ser obrigatória nos livros didáticos para todas as séries.
Novas regras
O acordo incorpora tanto características da ortografia utilizada por Portugal quanto a brasileira. O trema, que já foi suprimido na escrita dos portugueses, desaparece de vez também no Brasil. Palavras como "lingüiça" e "tranqüilo" passarão a ser grafadas sem o sinal gráfico sobre a letra "u". A exceção são nomes estrangeiros e seus derivados, como "Müller" e "Hübner".
Seguindo o exemplo de Portugal, paroxítonas com ditongos abertos "ei" e "oi" – como "idéia", "heróico" e "assembléia" – deixam de levar o acento agudo. O mesmo ocorre com o "i" e o "u" precedidos de ditongos abertos, como em "feiúra". Também deixa de existir o acento circunflexo em paroxítonas com duplos "e" ou "o", em formas verbais como "vôo", "dêem" e "vêem".
Os portugueses não tiveram mudanças na forma como acentuam as palavras, mas na forma como escrevem algumas delas. As chamadas consoantes mudas, que não são pronunciadas na fala, serão abolidas da escrita. É o exemplo de palavras como "objecto" e "adopção", nas quais as letras "c" e "p" não são pronunciadas.
Com o acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de "k", "y" e "w". A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como "kafka" e "kafkiano".
Dupla grafia
A unificação na ortografia não será total. Como privilegiou mais critérios fonéticos (pronúncia) em lugar de etimológicos (origem), para algumas palavras será permitida a dupla grafia.
Isso ocorre em algumas palavras proparoxítonas e, predominantemente, em paroxítonas cuja entonação entre brasileiros e portugueses é diferente, com inflexão mais aberta ou fechada. Enquanto no Brasil as palavras são acentuadas com o acento circunflexo, em Portugal utiliza-se o acento agudo. Ambas as grafias serão aceitas, como em "fenômeno" ou "fenómeno", "tênis" e "ténis".
A regra valerá ainda para algumas oxítonas. Palavras como "caratê" e "crochê" também poderão ser escritas "caraté" e "croché".
Hífen
As regras de utilização do hífen também ganharam nova sistematização. O objetivo das mudanças é simplificar a utilização do sinal gráfico, cujas regras estão entre as mais complexas da norma ortográfica.
O sinal será abolido em palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento também começa com outra vogal, como em aeroespacial (aero + espacial) e extraescolar (extra + escolar).
Já quando o primeiro elemento finalizar com uma vogal igual à do segundo elemento, o hífen deverá ser utilizado, como nas palavras "micro-ondas" e "anti-inflamatório".
Essa regra acaba modificando a grafia dessas palavras no Brasil, onde essas palavras eram escritas unidas, pois a regra de utilização do hífen era determinada pelo prefixo.
A partir da reforma, nos casos em que a primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar por "r" ou "s", essas letras deverão ser duplicadas, como na conjunção "anti" + "semita": "antissemita".
A exceção é quando o primeiro elemento terminar em "r" e o segundo elemento começar com a mesma letra. Nesse caso, a palavra deverá ser grafada com hífen, como em "hiper-requintado" e "inter-racial".
Prof. Érika
Agora, a implementação definitiva depende apenas de um decreto do presidente Lula, ainda sem data para ocorrer.
Mesmo assim, o MEC (Ministério da Educação) já iniciou o processo de adoção da nova ortografia. Entre 2010 e 2012 é o período de transição estipulado pela pasta para a nova ortografia passar a ser obrigatória nos livros didáticos para todas as séries.
Novas regras
O acordo incorpora tanto características da ortografia utilizada por Portugal quanto a brasileira. O trema, que já foi suprimido na escrita dos portugueses, desaparece de vez também no Brasil. Palavras como "lingüiça" e "tranqüilo" passarão a ser grafadas sem o sinal gráfico sobre a letra "u". A exceção são nomes estrangeiros e seus derivados, como "Müller" e "Hübner".
Seguindo o exemplo de Portugal, paroxítonas com ditongos abertos "ei" e "oi" – como "idéia", "heróico" e "assembléia" – deixam de levar o acento agudo. O mesmo ocorre com o "i" e o "u" precedidos de ditongos abertos, como em "feiúra". Também deixa de existir o acento circunflexo em paroxítonas com duplos "e" ou "o", em formas verbais como "vôo", "dêem" e "vêem".
Os portugueses não tiveram mudanças na forma como acentuam as palavras, mas na forma como escrevem algumas delas. As chamadas consoantes mudas, que não são pronunciadas na fala, serão abolidas da escrita. É o exemplo de palavras como "objecto" e "adopção", nas quais as letras "c" e "p" não são pronunciadas.
Com o acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de "k", "y" e "w". A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como "kafka" e "kafkiano".
Dupla grafia
A unificação na ortografia não será total. Como privilegiou mais critérios fonéticos (pronúncia) em lugar de etimológicos (origem), para algumas palavras será permitida a dupla grafia.
Isso ocorre em algumas palavras proparoxítonas e, predominantemente, em paroxítonas cuja entonação entre brasileiros e portugueses é diferente, com inflexão mais aberta ou fechada. Enquanto no Brasil as palavras são acentuadas com o acento circunflexo, em Portugal utiliza-se o acento agudo. Ambas as grafias serão aceitas, como em "fenômeno" ou "fenómeno", "tênis" e "ténis".
A regra valerá ainda para algumas oxítonas. Palavras como "caratê" e "crochê" também poderão ser escritas "caraté" e "croché".
Hífen
As regras de utilização do hífen também ganharam nova sistematização. O objetivo das mudanças é simplificar a utilização do sinal gráfico, cujas regras estão entre as mais complexas da norma ortográfica.
O sinal será abolido em palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento também começa com outra vogal, como em aeroespacial (aero + espacial) e extraescolar (extra + escolar).
Já quando o primeiro elemento finalizar com uma vogal igual à do segundo elemento, o hífen deverá ser utilizado, como nas palavras "micro-ondas" e "anti-inflamatório".
Essa regra acaba modificando a grafia dessas palavras no Brasil, onde essas palavras eram escritas unidas, pois a regra de utilização do hífen era determinada pelo prefixo.
A partir da reforma, nos casos em que a primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar por "r" ou "s", essas letras deverão ser duplicadas, como na conjunção "anti" + "semita": "antissemita".
A exceção é quando o primeiro elemento terminar em "r" e o segundo elemento começar com a mesma letra. Nesse caso, a palavra deverá ser grafada com hífen, como em "hiper-requintado" e "inter-racial".
À moda do Centro-Oeste - Comunicação V
Termos característicos do Centro-Oeste

O pai de Maria arruinou – ARRUINOU = piorou seu estado de saúde
Essa casa é demais de grande – DEMAIS DE GRANDE = muito grande, além disso o "i" não é pronunciado
Vai lá no bolicho do seu Zé – BOLICHO = mercearia, é um termo encontrado em regiões de fronteira com língua espanhola
A galinha está priscando – PRISCAR = ficar agitada, se debater
Josias bateu duro em mim – BATEU DURO = bateu forte
Prof. Érika.
A professora do Departamento de Linguística da UnB (Universidade de Brasília), Rachel do Valle Dettoni, explica:
O goiano fala com os traços muito puxados no "r", que é normalmente chamado de "r" caipira, ou linguisticamente falando, "r" retroflexo. "Como o goiano fala com esse `r´ muito puxado, supõe-se que isso possa ter tido ao longo da história uma influência da linguagem utilizada pelos bandeirantes que viviam na região do Estado de São Paulo.
Mato Grosso: os mato-grossenses não falam chuva e peixe, com esse som `che´ que nós temos, fala-se `tchuva´ e `petche´. Também não se fala caju e laranja, com esse som de `gê´, fala-se `cadju´ e `larandja´. Todo som "che" transforma-se em "tchê" e todo som "gê" transforma-se em "dhê", esses sons "tchê" e "dhê".
O goiano fala com os traços muito puxados no "r", que é normalmente chamado de "r" caipira, ou linguisticamente falando, "r" retroflexo. "Como o goiano fala com esse `r´ muito puxado, supõe-se que isso possa ter tido ao longo da história uma influência da linguagem utilizada pelos bandeirantes que viviam na região do Estado de São Paulo.
Mato Grosso: os mato-grossenses não falam chuva e peixe, com esse som `che´ que nós temos, fala-se `tchuva´ e `petche´. Também não se fala caju e laranja, com esse som de `gê´, fala-se `cadju´ e `larandja´. Todo som "che" transforma-se em "tchê" e todo som "gê" transforma-se em "dhê", esses sons "tchê" e "dhê".

O pai de Maria arruinou – ARRUINOU = piorou seu estado de saúde
Essa casa é demais de grande – DEMAIS DE GRANDE = muito grande, além disso o "i" não é pronunciado
Vai lá no bolicho do seu Zé – BOLICHO = mercearia, é um termo encontrado em regiões de fronteira com língua espanhola
A galinha está priscando – PRISCAR = ficar agitada, se debater
Josias bateu duro em mim – BATEU DURO = bateu forte
À moda do Sudeste - Comunicação V
Termos característicos do Sudeste
O dialeto paulistano tem uma forte influência da colonização européia, principalmente dos italianos. Isso poderia explicar algumas características, como o prolongamento do gerúndio: ´cantaaando`. O interior do Estado reduz o gerúndio e na capital, alonga. "Caipirês" vem junto com um juízo de valor que é altamente discriminatório. Cada pessoa leva em conta o dialeto que fala, acreditando sempre que o seu é o mais correto, por isso estigmatiza a fala do outro. Há toda uma avaliação social colocada.
A principal característica que se nota na fala do interior paulista é o "r" retroflexo, estigmatizadamente chamado de "r" caipira. A famosa "porrrta aberrrta".
Outro fenômeno linguístico do interior de São Paulo é a redução do gerúndio. Por exemplo, "cantano" em vez de cantando. Isso difere bastante do dialeto falado na capital paulistana, que acentua a terminação do gerúndio – ´cantaaando`.

Confira o significado de alguns termos usados em São Paulo:
farol = semáforo, sinaleira
guia = meio fio
holerite = contra-cheque
carta de motorista = carteira de motorista
mandioca = macaxeira, aipim
mexerica = tangerina, bergamota, laranja-cravo
mina = menina, garota, namorada
bornal = saco para carregar mantimentos ou alimentos, embornal
Vale lembrar que os outros Estados da Região Sudeste também têm características próprias ao falar: Os mineiros falam cantado e usam palavras como "trem" para definir qualquer coisa. Como nas frases: "Mas que trem bom" ou "Esse trem não está funcionando", que podem ser algo como "Mas que bolo bom".
Já os cariocas têm o famoso "s" chiado, como em "escorregador" e "espinafre", que faz o som de "excorregador" e "expinafre". E também o "r" puxado.
Prof. Érika.
À moda do Nordeste - Comunicacão V
Termos característicos do Nordeste
Nelly Carvalho, professora do Departamento de Letras da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), explica: Colonização Portuguesa – as duas primeiras vertentes da língua portuguesa no Brasil foram Pernambuco e Bahia, porque ficavam mais perto do Velho Continente. Havia um porto em Recife, outro em Salvador, que se tornou a capital do Brasil. No Rio de Janeiro, ocorreu a invasão francesa. São Paulo foi colonizada pelos jesuítas, que levaram o latim e procuraram aprender o tupi-guarani.
Para a professora, a modalidade de português falada nessa região foi se arcaizando durante a evolução do país. "Em Portugal o português avançou. O que veio para o Brasil foi o português dos colonos, dos degredados, das prostitutas, que eram chamadas raparigas, jesuítas que foram para o Sul e que na maioria eram espanhóis", lembra. [...]

Para comparar os diferentes modos de falar do brasileiro nas mais diversas localidades, Nelly Carvalho cita como referência a palavra recife: "Por exemplo, eu (pernambucana) digo "ricife", e o baiano abre bem e diz "récife". Então, temos aqui "ricife"; na Bahia, "récife"; no Rio de Janeiro, "recife"; e se você for para o Rio Grande do Sul ou Paraná é "recifê".
mangar = zombar de alguém
aperreado = angustiado, estressado
ó xente = interjeição que demonstra espanto, descontentamento, curiosidade
pitoco = botão
bigu = carona
bizu = dica de vestibular
vôte = vou te esconjurar, vou te amaldiçoar
ixi Maria = interjeição de espanto, contraindo o termo Virgem Maria
jerimum = abóbora
macaxeira = mandioca, aipim
canjica = cural de milho
laranja-cravo = mexerica
Prof. Érika.
Nelly Carvalho, professora do Departamento de Letras da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), explica: Colonização Portuguesa – as duas primeiras vertentes da língua portuguesa no Brasil foram Pernambuco e Bahia, porque ficavam mais perto do Velho Continente. Havia um porto em Recife, outro em Salvador, que se tornou a capital do Brasil. No Rio de Janeiro, ocorreu a invasão francesa. São Paulo foi colonizada pelos jesuítas, que levaram o latim e procuraram aprender o tupi-guarani.
Para a professora, a modalidade de português falada nessa região foi se arcaizando durante a evolução do país. "Em Portugal o português avançou. O que veio para o Brasil foi o português dos colonos, dos degredados, das prostitutas, que eram chamadas raparigas, jesuítas que foram para o Sul e que na maioria eram espanhóis", lembra. [...]

Para comparar os diferentes modos de falar do brasileiro nas mais diversas localidades, Nelly Carvalho cita como referência a palavra recife: "Por exemplo, eu (pernambucana) digo "ricife", e o baiano abre bem e diz "récife". Então, temos aqui "ricife"; na Bahia, "récife"; no Rio de Janeiro, "recife"; e se você for para o Rio Grande do Sul ou Paraná é "recifê".
mangar = zombar de alguém
aperreado = angustiado, estressado
ó xente = interjeição que demonstra espanto, descontentamento, curiosidade
pitoco = botão
bigu = carona
bizu = dica de vestibular
vôte = vou te esconjurar, vou te amaldiçoar
ixi Maria = interjeição de espanto, contraindo o termo Virgem Maria
jerimum = abóbora
macaxeira = mandioca, aipim
canjica = cural de milho
laranja-cravo = mexerica
Prof. Érika.
À moda do Norte - Comunicação V
Termos característicos do Norte
Dialeto canua cheia de cúcos de pupa a prúa – que seria na língua culta: canoa cheia de cocos de popa a proa.
Dialeto que falam amazonenses e paraenses com esse nome por ser um dialeto cuja marca essencial é a modificação da pronúncia da vogal `o´ tônica em `u´:
em vez de canoa, se diz canua;Dialeto canua cheia de cúcos de pupa a prúa – que seria na língua culta: canoa cheia de cocos de popa a proa.
Dialeto que falam amazonenses e paraenses com esse nome por ser um dialeto cuja marca essencial é a modificação da pronúncia da vogal `o´ tônica em `u´:
em vez de coco, se diz cúco;
em vez de popa, se diz pupa;
e em vez de proa, se diz prúa".

Esse fenômeno é classificado tecnicamente como alteamento: "Quer dizer, a vogal média `o´ passa a ser uma vogal alta `u´. Existe em outros dialetos brasileiros, só que não é na tônica. Por exemplo, quando lá no Rio se diz `culégio´ (no lugar de colégio)".
papudinho = pessoa alcoólatramão-de-mucura-assada = sovina
pai d´égua = interjeição que significa legal, bacana
xibé = prato feito de farinha de mandioca e água
churrela = caldo obtido após o processamento do açaí, quando as sementes são lavadas, e a esta "água de açaí" é dado o nome de churrela.
Postado por Prof. Érika.
À moda do sul - Comunicação V
Termos característicos do Rio Grande do Sul
A distância em relação aos centros que tiveram um desenvolvimento cultural mais intenso ao longo da história de nosso país foi um dos fatores determinantes para que o modo de falar da região Sul, em especial o Rio Grande do Sul, fosse tão característico – observa o professor de literatura brasileira da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Luís Augusto Fischer, autor do Dicionário de Portoalegrês (Editora Artes e Ofícios).
Em relação à forma que o gaúcho usa para se expressar, Fischer considera que há muita relação com a prosódia do homem do campo, do sujeito acostumado a falar pouco. "Vou dar um exemplo: aqui, entre nós, ninguém diz manteiga, ninguém diz feira. Esse ditongo decrescente, para nós, não existe. A gente diz `mantega´, `fera´, `bera´. É quase como se fosse espanhol. Essa é uma coisa que soa aos ouvidos de outras partes como sendo algo estranho".

abobado da enchente = pessoa tola
“Bá” = barbaridade
gringo = descendente de italiano
goleira = traves do gol no futebol
abrigo = agasalho de ginástica
balaca = fazer pose de malandro
balaqueiro = quem faz pose de malandro
boi corneta = pessoa do contra, que destoa do grupo
lomba = ladeira
patente = vaso sanitário
cacetinho = pão francês
negrinho = doce brigadeiro
chapeação = lanternagem, funilaria
prender fogo = acender o fogo
Postado por Prof. Érika.
Em relação à forma que o gaúcho usa para se expressar, Fischer considera que há muita relação com a prosódia do homem do campo, do sujeito acostumado a falar pouco. "Vou dar um exemplo: aqui, entre nós, ninguém diz manteiga, ninguém diz feira. Esse ditongo decrescente, para nós, não existe. A gente diz `mantega´, `fera´, `bera´. É quase como se fosse espanhol. Essa é uma coisa que soa aos ouvidos de outras partes como sendo algo estranho".

abobado da enchente = pessoa tola
“Bá” = barbaridade
gringo = descendente de italiano
goleira = traves do gol no futebol
abrigo = agasalho de ginástica
balaca = fazer pose de malandro
balaqueiro = quem faz pose de malandro
boi corneta = pessoa do contra, que destoa do grupo
lomba = ladeira
patente = vaso sanitário
cacetinho = pão francês
negrinho = doce brigadeiro
chapeação = lanternagem, funilaria
prender fogo = acender o fogo
Postado por Prof. Érika.
Jeito de falar de cada brasileiro - Comunicação IV
Mesmo tendo apenas uma língua a unir o seu povo, a marca dos regionalismos dá um charme especial ao português falado no Brasil.
É até difícil acreditar que em um país com a extensão do Brasil – são mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados de área, a quinta maior nação do mundo – haja apenas uma única língua a unir sua população. Excluindo os poucos índios que têm idiomas próprios, o restante dos brasileiros fala o português. Assim, qualquer um que domine o idioma de Camões poderá entender e se fazer compreender nas mais longínquas localidades.
Falamos o mesmo idioma, mas encontramos em cada canto do país um jeito singular e característico de falar o português. São os regionalismos, que dão um sabor especial a nossa língua e servem como marca registrada de cada cultura local, refletindo as influências históricas, étnicas e culturais que moldaram as variadas populações que habitam o Brasil. [...]
Veja a seguir algumas das características do linguajar de cada região do país.
É até difícil acreditar que em um país com a extensão do Brasil – são mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados de área, a quinta maior nação do mundo – haja apenas uma única língua a unir sua população. Excluindo os poucos índios que têm idiomas próprios, o restante dos brasileiros fala o português. Assim, qualquer um que domine o idioma de Camões poderá entender e se fazer compreender nas mais longínquas localidades.
Falamos o mesmo idioma, mas encontramos em cada canto do país um jeito singular e característico de falar o português. São os regionalismos, que dão um sabor especial a nossa língua e servem como marca registrada de cada cultura local, refletindo as influências históricas, étnicas e culturais que moldaram as variadas populações que habitam o Brasil. [...]
Veja a seguir algumas das características do linguajar de cada região do país.

Fonte: Imagem disponível na matéria – O Jeito de falar de cada brasileiro –
Matéria disponível em www.universia.com.br, acesso em 18/04/2008.
Postado por Prof. Érika.
Ritmo da fala e ritmo do pensamento - Comunicação - III
Há uma diferença considerável entre o ritmo do discurso de uma pessoa e o ritmo de seu pensamento. O indivíduo médio fala cerca de 125 palavras por minuto, enquanto que a velocidade do pensamento atinge cerca de 500 palavras por minuto. Todos nós pensamos muito mais rápido do que nos damos conta. O fato é que quando ouvimos alguém falar, estamos continuamente pensando à frente do que está sendo dito. E em que pensamos, enquanto esperamos que a pessoa que fala alcance nosso pensamento? “A resposta que nos vem à mente é em ‘qualquer coisa’ ou pensamento de tudo”. Estaremos provavelmente preparando nossa resposta àquilo que ouvimos, porém, no decorrer do processo, perderemos muito do que estiver sendo dito. Não podemos descartar a possibilidade de termos estado divagando, pensando no bate-papo interessante do dia anterior, na perspectiva de um agradável fim de semana, ou ainda nas chances do nosso time preferido. Na verdade, você pode ter estado pensando em qualquer coisa que o ajudasse a passar o tempo de forma agradável. O que todos costumamos fazer não é outra coisa senão sonhar acordados.
Como consequência, perdemos boa parte da mensagem. Quantas vezes você já tentou retomar uma conversa, com uma pontinha de sentimento de culpa, por ter percebido que a outra pessoa esperava de você uma resposta ou opinião, e você nem ao menos fazia ideia do que acabara de ser dito ou perguntado?
Como consequência, perdemos boa parte da mensagem. Quantas vezes você já tentou retomar uma conversa, com uma pontinha de sentimento de culpa, por ter percebido que a outra pessoa esperava de você uma resposta ou opinião, e você nem ao menos fazia ideia do que acabara de ser dito ou perguntado?
Entendendo os diferentes termos usados na Comunicação - II

Componentes da Comunicação: Emissor, Receptor, Mensagem, Canal (propagação), Meio, a Resposta (feedback) e o Ambiente onde o processo de comunicação acontece. Com relação ao ambiente, o processo comunicacional sofre interferência do ruído e a interpretação e compreensão da mensagem estão subordinadas ao repertório.
Forma de Comunicação: Verbal, não-verbal e mediada.
Mídia: A palavra provém do latim "media", plural de "medium"; significa "aquele que está a meio". No Brasil, usa-se mais comumente a palavra "mídia", derivando da pronúncia inglesa.
Meios de comunicação: Refere-se ao instrumento utilizado para a realização do processo comunicacional. Quando referido à comunicação de massa, pode ser denominado de mídia. Podem ser interpessoais e massivos. Os meios de comunicação utilizam-se de aparatos tecnológicos (aparelhos e dispositivos mecânicos, elétricos e eletrônicos) para a mediação (propagação) da comunicação, permitindo a multiplicação simultânea da mensagem para um grande número de pessoas.
Canal de Comunicação: aparatos tecnológicos utilizados para a propagação da comunicação.
Exemplo: Meio impresso: canal – jornal, revista e livro, carta etc.
Meio auditivo: canal – rádio, disco, CD, MP3, telefone etc.
Meio audiovisual: canal – TV, cinema, videocassete, DVD, celular, mídia interativa (jogos de computador, jogos on-line, videogame, televisão interativa). A internet é considerada um meio de comunicação híbrido (de massa e interpessoal) e NTICs*.
São consideradas NTICs, entre outras:
*NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) – compreendem as tecnologias e os métodos para comunicar surgidos no contexto da Revolução Informacional ou "Revolução da Telemática", que ocorreu nos anos 1990.
Caracterizam-se por agilizar, horizontalizar e tornar menos palpável (fisicamente manipulável) o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em redes (mediada ou não por computadores), para a captação, transmissão e distribuição das informações (texto, imagem estática, vídeo e som). Considera-se que o advento destas novas tecnologias (e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais) possibilitou o surgimento da "sociedade da informação". Alguns estudiosos já falam de sociedade do conhecimento para destacar o valor do capital humano na sociedade estruturada em redes telemáticas.
a) Computadores pessoais;
b) Impressão por impressoras domésticas;
c) Câmeras de vídeos e webcams;
d) Gravações domésticas de CDs e DVDs;
e) Suportes para dados (disquetes, discos rígidos (HD), cartões de memória, pendrives, zipdrives etc.);
f) Telefonia móvel (telefones celulares);
g) TV por assinatura;
h) TV a cabo;
i) TV por antena parabólica;
j) Correio eletrônico (e-mail);
k) Lista de discussão (através da internet);
l) Web sites e home pages;
m) Quadros de discussão (message boards);
n) Streaming (fluxo contínuo de áudio e vídeo via internet);
o) Podcasting (transmissão sob demanda de áudio e vídeo via internet);
p) Scanners (tecnologias digitais de captação e tratamento de imagens
q) e sons);
r) Fotografia digital;
s) Vídeo digital;
t) TV digital e rádio digital;
u) Wireless (acesso remoto à internet sem fio);
v) Bluetooth (comunicação remota/acessório do telefone celular); etc.
Postado por Prof. Érika.
Forma de Comunicação: Verbal, não-verbal e mediada.
Mídia: A palavra provém do latim "media", plural de "medium"; significa "aquele que está a meio". No Brasil, usa-se mais comumente a palavra "mídia", derivando da pronúncia inglesa.
Meios de comunicação: Refere-se ao instrumento utilizado para a realização do processo comunicacional. Quando referido à comunicação de massa, pode ser denominado de mídia. Podem ser interpessoais e massivos. Os meios de comunicação utilizam-se de aparatos tecnológicos (aparelhos e dispositivos mecânicos, elétricos e eletrônicos) para a mediação (propagação) da comunicação, permitindo a multiplicação simultânea da mensagem para um grande número de pessoas.
Canal de Comunicação: aparatos tecnológicos utilizados para a propagação da comunicação.
Exemplo: Meio impresso: canal – jornal, revista e livro, carta etc.
Meio auditivo: canal – rádio, disco, CD, MP3, telefone etc.
Meio audiovisual: canal – TV, cinema, videocassete, DVD, celular, mídia interativa (jogos de computador, jogos on-line, videogame, televisão interativa). A internet é considerada um meio de comunicação híbrido (de massa e interpessoal) e NTICs*.
São consideradas NTICs, entre outras:
*NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) – compreendem as tecnologias e os métodos para comunicar surgidos no contexto da Revolução Informacional ou "Revolução da Telemática", que ocorreu nos anos 1990.
Caracterizam-se por agilizar, horizontalizar e tornar menos palpável (fisicamente manipulável) o conteúdo da comunicação, por meio da digitalização e da comunicação em redes (mediada ou não por computadores), para a captação, transmissão e distribuição das informações (texto, imagem estática, vídeo e som). Considera-se que o advento destas novas tecnologias (e a forma como foram utilizadas por governos, empresas, indivíduos e setores sociais) possibilitou o surgimento da "sociedade da informação". Alguns estudiosos já falam de sociedade do conhecimento para destacar o valor do capital humano na sociedade estruturada em redes telemáticas.
a) Computadores pessoais;
b) Impressão por impressoras domésticas;
c) Câmeras de vídeos e webcams;
d) Gravações domésticas de CDs e DVDs;
e) Suportes para dados (disquetes, discos rígidos (HD), cartões de memória, pendrives, zipdrives etc.);
f) Telefonia móvel (telefones celulares);
g) TV por assinatura;
h) TV a cabo;
i) TV por antena parabólica;
j) Correio eletrônico (e-mail);
k) Lista de discussão (através da internet);
l) Web sites e home pages;
m) Quadros de discussão (message boards);
n) Streaming (fluxo contínuo de áudio e vídeo via internet);
o) Podcasting (transmissão sob demanda de áudio e vídeo via internet);
p) Scanners (tecnologias digitais de captação e tratamento de imagens
q) e sons);
r) Fotografia digital;
s) Vídeo digital;
t) TV digital e rádio digital;
u) Wireless (acesso remoto à internet sem fio);
v) Bluetooth (comunicação remota/acessório do telefone celular); etc.
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Comunicação - I

Os três principais componentes da Comunicação
EMISSOR, RECEPTOR e MENSAGEM.
As três formas da Comunicação
VERBAL, ESCRITA (não-verbal) e MEDIADA.
10 canais pelos quais a Comunicação se propaga
INTERNET, CINEMA, REVISTA, TELEVISÃO, CELULAR, JORNAL, TV DIGITAL, RADIO, MP3, TELEFONE.
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EMISSOR, RECEPTOR e MENSAGEM.
As três formas da Comunicação
VERBAL, ESCRITA (não-verbal) e MEDIADA.
10 canais pelos quais a Comunicação se propaga
INTERNET, CINEMA, REVISTA, TELEVISÃO, CELULAR, JORNAL, TV DIGITAL, RADIO, MP3, TELEFONE.
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