Termos característicos do Sudeste
O dialeto paulistano tem uma forte influência da colonização européia, principalmente dos italianos. Isso poderia explicar algumas características, como o prolongamento do gerúndio: ´cantaaando`. O interior do Estado reduz o gerúndio e na capital, alonga. "Caipirês" vem junto com um juízo de valor que é altamente discriminatório. Cada pessoa leva em conta o dialeto que fala, acreditando sempre que o seu é o mais correto, por isso estigmatiza a fala do outro. Há toda uma avaliação social colocada.
A principal característica que se nota na fala do interior paulista é o "r" retroflexo, estigmatizadamente chamado de "r" caipira. A famosa "porrrta aberrrta".
Outro fenômeno linguístico do interior de São Paulo é a redução do gerúndio. Por exemplo, "cantano" em vez de cantando. Isso difere bastante do dialeto falado na capital paulistana, que acentua a terminação do gerúndio – ´cantaaando`.

Confira o significado de alguns termos usados em São Paulo:
farol = semáforo, sinaleira
guia = meio fio
holerite = contra-cheque
carta de motorista = carteira de motorista
mandioca = macaxeira, aipim
mexerica = tangerina, bergamota, laranja-cravo
mina = menina, garota, namorada
bornal = saco para carregar mantimentos ou alimentos, embornal
Vale lembrar que os outros Estados da Região Sudeste também têm características próprias ao falar: Os mineiros falam cantado e usam palavras como "trem" para definir qualquer coisa. Como nas frases: "Mas que trem bom" ou "Esse trem não está funcionando", que podem ser algo como "Mas que bolo bom".
Já os cariocas têm o famoso "s" chiado, como em "escorregador" e "espinafre", que faz o som de "excorregador" e "expinafre". E também o "r" puxado.
Prof. Érika.
Muito obrigado, ficou mais simples fazer a interpretação com esse texto.
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